Lollapalooza pagou pouco pelo show do KATSEYE, revela diretor do festival

Contratação foi fechada antes de o grupo estourar, e a experiência ajudou a organização a apostar em Adéla para a próxima edição

O show do KATSEYE no Lollapalooza Brasil, no início deste ano, saiu mais em conta do que o tamanho que o grupo ganhou depois. A apresentação, a única do sexteto no país até agora, foi negociada ainda na fase de estreia, e acabou sendo um ótimo negócio para o festival. A avaliação é de Marcelo Beraldo, diretor e curador do evento, em entrevista ao POPline.

“A gente fechou quando ainda não tinham saído direito os episódios do reality show (documentário) no streaming. A gente deu sorte, muita sorte, no caso do KATSEYE porque a gente pagou barato em um negócio que depois ficou gigante”, contou.

O primeiro single do grupo, “Debut”, saiu em junho de 2024, mas a explosão veio só em 2025, com a sequência de “Gnarly” e “Gabriela”. Quando desembarcou no Brasil para o festival, o KATSEYE já tinha dois EPs lançados, “SIS (Soft Is Strong)”, de 2024, e “Beautiful Chaos”, de 2025. A escalação foi uma aposta do Lolla, que confiou no trabalho da HYBE e da Geffen Records.

A experiência pesou na escolha de outro nome para a próxima edição. A organização contratou Adéla, cantora que ficou de fora no reality show responsável por formar o KATSEYE e que hoje chama atenção no pop internacional com os singles “Ain’t In LA” e “Nicole Kidman”.

Segundo Beraldo, o festival aprendeu a reconhecer quando um artista está prestes a crescer. “A gente foi melhorando a nossa capacidade de identificar um padrão de crescimento e os sinais de que alguma coisa interessante está acontecendo ou vai acontecer com determinado artista. A Adéla, no caso, foi um pouco mais fácil, porque a gente tinha passado pela experiência do KATSEYE”, explicou.

O diretor admitiu, porém, que o negócio não repetiu a mesma vantagem. “Quando a Adéla começou a surgir, a gente já sabia mais ou menos que tinha tudo para ir mais ou menos pelo mesmo caminho, né. Não foi tanta sorte quanto a gente deu com o KATSEYE [pelo preço], mas são esses padrões que a gente vai identificando”, disse.